Novos modelos de educação no Mundo | Happy Code

Novos modelos de educação no Mundo

Maio 30, 2018

A educação é o processo de facilitar a aprendizagem ou a aquisição de conhecimento, competências, valores, crenças e hábitos. Os métodos educativos podem incluir a narração de histórias, debate, ensino, treino e pesquisa dirigida para a sua estruturação, o que nos faz perguntar: o modelo educativo está realmente actualizado e em linha com o que é exigido pelo mundo actual?

A educação contemporânea continua orientada para os testes, baseando-se na memorização e nos exercícios mecânicos como uma abordagem primária, e usa as pontuações dos testes como o critério único para avaliar os alunos. De certa maneira, esse método, que é aplicado em boa parte do mundo, pode apresentar bons resultados nas avaliações, mas limita todas as competências criativas e inovadoras dos alunos. É um monopólio educativo, onde as escolas não se importam realmente com as necessidades dos seus alunos e continuam a oferecer técnicas ultrapassadas, que os estudantes e pais continuam a consumir por acreditarem que é o melhor produto oferecido.

O mundo precisa de um sistema de educação que incentive e estimule as crianças, proporcionando-lhes a aprendizagem de que precisam – e merecem – para desenvolverem o seu potencial. Isso significa fornecer um currículo de aprendizagem prático e profissional, juntamente com o estudo teórico. Essa necessidade de mudança nunca foi tão urgente! Não é devido à culpa exclusiva de qualquer indivíduo, escola ou qualquer partido político, mas simplesmente porque o mundo mudou – e nosso sistema educativo não mudou suficientemente rápido para acompanhar. De fato, é um método amplamente baseado num sistema desenvolvido há mais de um século, com um modelo de ensino industrial onde as crianças são colocadas em fila para aprenderem, classificadas, saturadas de matérias e enviadas para a sociedade com funções pré-determinadas.

Devemos reconhecer que os jovens são indivíduos com diferentes talentos e sonhos. Como tal, nem todas as crianças aprendem da mesma maneira. Assim, é essencial apoiar os jovens a descobrir o que gostam e no que são bons. Precisamos de avançar para um sistema de personalização, baseado num forte núcleo de competências e conhecimentos essenciais, que permita aos jovens desenvolverem os seus próprios talentos e aspirações particulares. E também devemos encorajar e apoiar professores e escolas na resposta a diferentes métodos de ensino. Os jovens vão aprender a ver a aprendizagem como algo importante, significativo e valioso e que se deve aprender pelo conhecimento e não por qualquer outro motivo. E apenas assim, os estudantes vão perceber o poder do conhecimento em todo a sua aprendizagem ao longo da vida.

Métodos inovadores à volta do mundo

Novos modelos de ensino, que propõem um maior protagonismo do aluno e consideram que o professor é mais um auxiliar na aprendizagem do que um reprodutor de ideias, estão espalhados por países como os Estados Unidos, assim como por toda a Europa e Ásia, mostrando resultados inspiradores para a educação do nosso país.

A Escola da Ponte, em Portugal, por exemplo, já estabeleceu a prática do ensino onde os estudantes escolhem quais os conteúdos em que precisam de aprofundar conhecimentos. Os professores actuam como orientadores e acompanham os estudantes de modo individualizado e diferenciado, tendo em conta as necessidades e especificidade de cada um. Em vez de um único professor, os estudantes tem acesso a todos os orientadores educativos, que os acompanham tanto nas questões académicas de aprendizagem quanto nas comportamentais.

Outro projeto educativo incrível é a “School In The Cloud”, ou “Escola na Nuvem”, criada a partir de uma experiência do indiano Sugata Mitra. Mitra instalou computadores em comunidades pobres da Índia e deixou que crianças aprendessem, por intuição, como lidar com as máquinas. Os resultados surpreenderam e foi observado que as crianças ensinavam-se umas às outras a navegar. Aos poucos, Mitra foi inserindo conteúdo escolar nos computadores e, após alguns meses, aplicava testes. As crianças não apenas aprendiam grande parte do conteúdo, como desenvolveram competências no inglês, que não era a primeira língua de muitos, mas a única opção disponível nos computadores.

Países como a China e Singapura também se concentraram, nos últimos anos, no desenvolvimento de competências em crianças desde os primeiros anos da escola e os resultados estão a dar fruto no exorbitante crescimento industrial e tecnológico de ambos os países. Isto só demonstra que nunca é cedo demais para crianças de todas as idades se começarem a preparar para uma carreira profissional, especialmente aquelas que estão interessadas ​​em tecnologia. O mundo em que vivemos hoje continua a depender cada vez mais de competências digitais e as ofertas de trabalho na area da inovação e tecnologia tem uma enorme procura. Agora que essas carreiras são um grande foco do mercado, aprender competências tecnológicas é essencial para qualquer carreira bem sucedida.

Os novos modelos de educação mundial aplicados e Portugal

Em Portugal, há escolas que já estudam a aplicação destes modelos de educação mundial no currículo escolar. A proposta da instituição é colocar fim à divisão de alunos por anos e salas de aula e agrupar os estudantes em áreas de interesse de estudo. Portanto, não haveriam turmas, nem avaliações com base na aplicação de provas e desempenho analisando os boletins escolares.

Outros colégios e até universidades também já adoptaram métodos de educação do exterior. Um deles é conhecido como sala de aula invertida. O conceito, não é nada mais do que alunos que estudam o conteúdo em casa, fazem exercícios e, no ambiente escolar, tiram dúvidas com os professores sobre o material estudado. Os novos modelos de educação mundial ainda incentivam o trabalho em grupo e levantam questões, ideias e estimulam iniciativas dos estudantes, através de aulas práticas, debates e outras actividades.

Outra proposta dos novos modelos de educação é fazer com que os professores tenham mais liberdade em circular pela sala de aula, para identificar às necessidades e dúvidas individuais. Estes novos modelos de educação ainda incentivam a utilização da tecnologia, já que a ideia é que os estudos sejam realizados em ambientes digitais, com professores a tirar as dúvidas dos alunos pelo Skype, por exemplo.

 

Sobre a Happy Code

A Happy Code é uma escola de programação, tendo como missão formar pensadores e criadores do século XXI. Com uma metodologia de ensino baseada no conceito STEAM (“Science, Technology, Engineering, Arts and Math”), os cursos lecionados incidem sobre a programação de computadores, desenvolvimento de jogos e aplicações, robótica com drones, bem como produção e edição de vídeos para o YouTube.

Tendo como premissa de atuação os valores da responsabilidade, da confiança, da inovação e da consciência social, a Happy Code leciona os seus cursos em centros próprios ou em escolas, empresas, municípios, projetos sociais, centros de estudo, ATLs, entre outros, estando já presente em várias zonas de Portugal.
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