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Afinal, quais são as competências de um professor no século XXI?

O ato de ensinar por si só já é um grande desafio. E lidar com uma grande diversidade de alunos acaba por exigir muitas competências do professor, que tem um papel fundamental na preparação dos estudantes. Isto acontece especialmente quando nos referimos à Educação 4.0 — tendência que junta as novas tecnologias às metodologias tradicionais de ensino —, realidade que está a alterar o papel do professor dentro e fora da sala de aula.

Em qualquer época esta é uma atividade desafiadora, mas podemos dizer que as mudanças ocorridas ao longo do tempo aumentaram as exigências para com este tipo de profissional. Afinal, é uma enorme responsabilidade formar pessoas no mundo de hoje.

Já pensou sobre este assunto? Aproveite para conhecer quais são as principais caraterísticas que destacamos no professor do século XXI.

Boa comunicação

A base do ato de lecionar é comunicar com o outro. A troca entre pelo menos duas pessoas (no caso, o professor e o aluno) é fundamental para a aprendizagem, a não ser que se trate de um autodidata.

Assim sendo, o ideal é que este intercâmbio aconteça da melhor forma possível para que ambos possam partilhar experiências, dúvidas e soluções. Para isso, é importante que as informações sejam bem transmitidas — ou seja, que o professor tenha a competência de expressar claramente a sua mensagem, instruindo e motivando o aluno.

Na verdade, investir numa boa comunicação é uma necessidade em qualquer área de trabalho. No entanto, quando existe outra pessoa disposta a ouvir e a aprender, o professor torna-se num exemplo e deve procurar ser o mais correto possível, não acha?

Por isso, é preciso ter muita atenção a todas as formas de comunicação (oral, escrita e não-verbal) para não dificultar ou prejudicar o processo de

aprendizagem. Especialmente os professores têm de ter a consciência de que saber interpretar o outro e expressar as suas ideias com clareza é determinante.

Criatividade

Não há nada mais desgastante do que participar em aulas que seguem sempre o mesmo ritual. Esta previsibilidade e falta de inovação acabam por gerar desinteresse no aluno, que sente falta de algo novo que capte a sua atenção.

É claro que inventar uma coisa diferente a cada dia também não é uma tarefa fácil ou obrigatória. Contudo, trabalhar a criatividade para despertar a disposição dos estudantes é uma tática que apresenta bons resultados.

Aliás, ainda contribui para que eles também se tornem pessoas mais criativas e capazes de superar desafios diversos, que muitas vezes vão além das próprias expetativas.

Esta questão torna-se ainda mais relevante ao identificar que as gerações mais novas vivem naturalmente num mundo mais dinâmico, cheio de informações e distrações a todo momento. A partir disso, a criatividade surge como uma ferramenta de estímulo para a absorção do conhecimento.

Pensamento crítico

As redes sociais e a Internet de forma geral colocam-nos hoje diante de uma imensidão de dados e opiniões. Notícias verdadeiras e outras que nem sempre contêm a verdade, mas que correm o risco de se tornar realidade quando expostas em massa (muitas vezes, a intenção é mesmo essa).

Perante este problema, é essencial que os alunos sejam incentivados a refletir sobre tudo o que ouvem, leem e consomem. Esta postura evita a reprodução automática e inconsciente, e conduz os jovens à procura e à reflexão —

o que fortalece a sua capacidade de analisar informações e estruturar a própria opinião a partir delas. Caso contrário, eles ficarão sempre à margem da construção de uma personalidade crítica, capaz de ajudá-los a fazer escolhas, tomar decisões e agir como bons cidadãos.

Capacidade de lidar com as tecnologias

Em pleno século XXI, já não é possível continuar a utilizar métodos tradicionais e ultrapassados, não é verdade? Os anos seguem e é imprescindível acompanhar a evolução das coisas. Neste sentido, é inevitável abordar um aspeto específico: o avanço da tecnologia.

Antigamente, os professores recebiam o material didático, preparavam as suas aulas e escreviam as informações no quadro para que os alunos copiassem a matéria nos seus cadernos. Tudo podia ser resolvido com lápis, caneta, papel, giz e apagador.

Aos poucos, foram surgindo novos recursos como os mimeógrafos, computadores, projetores, etc. Atualmente, as salas de aulas modernas já não se parecem com as do passado.

Para muitas pessoas isso foi uma grande dificuldade, porque sair da zona de conforto nem sempre é simples. No entanto, é extremamente importante que um profissional conheça e consiga lidar com as tecnologias atuais, sobretudo para oferecer um ensino diferenciado e cheio de facilidades para os alunos.

Por exemplo, a criação de grupos virtuais para troca de informações e resolução de dúvidas é uma realidade bastante comum. Como o horário das aulas é limitado, esta possibilidade traz efeitos positivos para os estudos, assim como a recomendação de documentários, séries, blogs, aplicações, entre outros que valem a pena acompanhar. Isto é, a tecnologia não precisa e não deve ser excluída do ambiente académico —inclusive, é um erro acreditar que ela tira o papel do educador. As suas boas ferramentas podem ser utilizadas por alunos e professores, com o objetivo de agregar valor ao processo de aprendizagem.

Empatia

Uma das competências do século XXI é a empatia, tanto no mundo empresarial, académico como em qualquer outro. O convívio e a colaboração devem estar presentes para gerar um grande valor e uma capacidade de nos colocarmos no lugar do outro.

Isto facilita a aproximação e as interações na sala de aula, uma vez que o aluno é respeitado e a sua condição é considerada. Para o professor, o desafio está em perceber as diferenças existentes na sala de aula, de forma a adequar a sua abordagem sempre que sentir necessidade. Consequentemente, as distâncias e as dificuldades são minimizadas.

Liderança Perante as novas ferramentas e a ascensão de metodologias ativas de aprendizagem, os alunos tornam-se cada vez mais protagonistas do processo de ensino e aprendizagem, fazendo do professor um líder neste contexto.

O professor deve ser capaz de orientar uma turma com perfis diferentes, adotando metodologias ativas de ensino e propondo inovações que desafiem e façam sentido para todos, como um verdadeiro líder de equipa. Ou seja, os bons professores têm de desenvolver competências técnicas que, somadas às suas competências comportamentais, os tornem semelhantes a líderes empresariais.

Neste sentido, um bom professor, assim como um grande líder, não é aquele que só ensina, mas que inspira, instrui e motiva os seus alunos. Hoje, especialmente por causa das redes sociais, já não existe o distanciamento de antes entre

estudantes e professores, por isso, um gosto num artigo pode ser tão motivador como uma estrelinha na prova.

Curadoria de conteúdo

Se antes o professor era o detentor do conhecimento, principal responsável por transmiti-lo ao aluno, hoje ele tem de ser mais como um curador de conteúdo. Isto porque a informação está disponível e acessível aos alunos através da Internet, vinda das mais variadas fontes e nos mais diversos formatos possíveis.

Desta forma, cabe ao professor de hoje identificar os conteúdos de boa qualidade e orientar o aluno na sua própria procura pelo conhecimento. Mais uma vez, vale a pena salientar que a proximidade com o professor faz dele, acima de tudo, um exemplo, um formador de opinião sobre os assuntos que vão muito além dos académicos.

Capacidade de Inovação

Um dos maiores desafios do educador na Educação 4.0 é o facto de ele próprio ainda estar a assimilar a transformação digital enquanto leciona para uma geração de nativos digitais.

As crianças e os jovens nascidos em plena era digital, criados numa sociedade conetada e cheia de informações. O ritmo deles é outro, é natural que o professor precise de inovar na sala de aula para captar a atenção desses alunos que são tão estimulados fora dela. Apostar em novas metodologias, ferramentas e técnicas de ensino é um ponto crucial, no entanto, mais do que isso, precisam de criar novas formas de se conetar com os alunos, criando espaços de construção do saber e não de transferência de conhecimento.

Colaboração

Outra caraterística marcante da era digital é a colaboração. O conhecimento, por exemplo, aumenta quando é partilhado nos espaços de partilha virtuais, como a Wikipédia, as redes sociais, os fóruns, etc.

Desta forma, o professor deve ter esta competência bem desenvolvida para poder trabalhá-la com a turma, uma vez que a colaboração só ocorre quando todos os atores do processo de ensino/aprendizagem estão envolvidos — docentes, estudantes e os restantes funcionários da escola.

Deve partir do professor o estímulo à partilha de ideias, assim como a construção do respeito pela opinião dos outros. Atividades como debates e jogos pedagógicos na sala de aula são uma ótima oportunidade para valorizar as diferenças no pensamento, destacando os seus benefícios para o grupo como um todo.

Atualização constante

Nunca é demasiado adquirir conhecimento, porque há sempre algo de novo a aprender. Na posição de professor, este facto ganha ainda mais relevância e deve ser considerado como uma prioridade.

Independentemente da área, existe uma necessidade de atualização constante para quem deseja oferecer sempre o melhor. Participar na formação de outra pessoa engloba essa responsabilidade.

Por isso, qualquer meio para absorver bons conteúdos deve ser aproveitado: livros, cursos, palestras, seminários, congressos, entre outros. Um profissional que está sempre à procura de conquistar novas competências certamente terá mais chances de contribuir para a melhor aprendizagem do estudante, não acha?

Além disso, é um grande erro pensar que não existe mais nada para aprender. Os jovens de hoje nascem curiosos e interrogadores, o que exige dos educadores uma atenção e atualização constante.

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