Amizades virtuais podem ser saudáveis?

Para muitos pais e responsáveis, a hipótese dos seus filhos estabelecerem amizades virtuais na internet é causa de muita preocupação. Contudo, proibir, definitivamente, não é o caminho. Com a facilidade de comunicação proporcionada pela internet, cada vez se torna mais fácil, seja por meio de aplicações, jogos ou chats, os (jovens) utilizadores interagirem uns com os outros e criarem laços de amizade e afetividade pelos meios digitais, inclusive, em muitos casos, migrando tais relações do campo virtual, para o mundo real. Nesse cenário, dificilmente será possível que se impeça os pequenos de, em algum momento, estabelecerem relações de amizade por meios virtuais.

Assim, é imprescindível que os pais e responsáveis alertem os pequenos utilizadores sobre os perigos existentes nas relações virtuais. Principalmente porque nem sempre as informações e fotos partilhadas pelos utilizadores na web correspondem à realidade no mundo analógico, e o aparente anonimato proporcionado pelo meio encoraja pessoas mal intencionadas a actuarem, sobretudo junto dos menores, por serem mais vulneráveis e ingénuos. É de grande importância que se fiscalize e monitorize a vida virtual dos mais pequenos, assim como no meio analógico, isto porque, mais do que um direito, é um dever dos pais e responsáveis, zelar pela segurança, desenvolvimento e protecção do menor.

Contudo, é importante ter em mente que amizades e relações afectivas, incluindo as virtuais, fazem bem aos (jovens) utilizadores e se forem acompanhadas por um responsável, no caso dos pequenos utilizadores, podem mesmo ocorrer.

Sabia? “Uma pesquisa realizada entre adolescentes encontrados na comunidade digital Habbo revelou que os jovens se identificam mais com os amigos feitos através de relações online, em redes sociais, do que com os vizinhos de bairro ou com os amigos “offline”. O estudo, baseado numa pesquisa feita com 4,299 mil jovens do Reino Unido, Espanha e Japão, aponta que os laços estabelecidos entre grupos na rede são quase tão fortes quanto as ligações familiares.”

Artigo adaptado de Helena Mendonça – Nethics Educação Digital

 

Sobre a Happy Code

A Happy Code é uma escola de programação, tendo como missão formar pensadores e criadores do século XXI. Com uma metodologia de ensino baseada no conceito STEAM (“Science, Technology, Engineering, Arts and Math”), os cursos lecionados incidem sobre a programação de computadores, desenvolvimento de jogos e aplicações, robótica com drones, bem como produção e edição de vídeos para o YouTube.

Tendo como premissa de atuação os valores da responsabilidade, da confiança, da inovação e da consciência social, a Happy Code leciona os seus cursos em centros próprios ou em escolas, empresas, municípios, projetos sociais, centros de estudo, ATLs, entre outros, estando já presente em várias zonas de Portugal.

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