Como a inteligência artificial, ou cognitiva, vai mudar o mundo

A inteligência artificial, também conhecida em sua forma abreviada, AI (do inglês artificial intelligence), é tema de conversa um pouco por todo o mundo. Mas sabe do que se trata e qual o seu impacto nas nossas vidas?

A definição de inteligência artificial caracteriza-a como um ramo da tecnologia que trata da automação de comportamentos inteligentes. Aqui está a parte difícil: como não se pode definir com precisão a inteligência humana, a inteligência artificial também não pode ser definida com exactidão. O termo é usado, de modo geral, para descrever sistemas cujo objetivo é usar máquinas para imitar e simular a inteligência humana e o comportamento correspondente. Isso pode ser feito com algoritmos simples e padrões pré-definidos, mas também se pode formar com métodos muito mais complexos.

As máquinas estão a começar a poder pensar e compreender a linguagem natural dos humanos, como a voz, texto, imagem e outros dados considerados desestruturados. O surgimento do sistema cognitivo veio para marcar uma nova era na computação porque, sendo diferente do modelo desfasado com informações pouco aproveitadas, o computador está equipado com algoritmos de aprendizagem, que resultam numa tecnologia capaz de interpretar esses dados, criando lógicas e insights a partir da estruturação e cruzamento da informação.

Estamos a viver a 4ª Revolução Industrial e a previsão dos especialistas é de que os sistemas cognitivos e AI vão movimentar US$ 47 biliões em 2020. As empresas estão a obter benefícios como a redução do custo operacional, melhoria na eficiência, automatização de processos e optimização de preços, entre outros.

Onde e como se usa a Inteligência Artificial?

A inteligência artificial já está a ser usada em muitas áreas, mas nem todas são tão viáveis à primeira vista. Os mecanismos da inteligência artificial são excelentes para detectar, identificar e classificar objetos e pessoas em imagens e vídeos. Se a informação da imagem é descriptografada, as fotos e os vídeos podem ser facilmente divididos em categorias, pesquisadas ​​e encontradas. Esse reconhecimento também é possível para dados de áudio.

Os algoritmos de pesquisa, como os do Google, são são calculados, medidos e produzidos por mecanismos que funcionam como uma aprendizagem para a máquina. Reconhecimento de voz, processamento de texto e verificadores de gramática são aplicações de AI simbólicas que estão a ser usadas há muito tempo. A linguagem é definida como uma rede complexa de regras e instruções que analisa blocos de texto numa frase e podem identificar e corrigir erros.  Essas competências também são usadas nas famosas assistentes de voz como a Siri, Cortana, Alexa ou a Assistente do Google.

Além disso, existem inúmeros projectos de pesquisa em inteligência artificial e o mais proeminente de todos pode ser o IBM Watson. O programa de computador já fez a sua primeira estreia pública em 2011 no programa de TV americano Jeopardy, onde enfrentou dois candidatos humanos em testes de inteligência e foi o vencedor. Uma companhia de seguros japonesa já está a usar a Watson desde Janeiro para verificar os clientes segurados, com base no seu histórico e dados médicos e avaliando lesões e doenças.

Actualmente essa tecnologia está também a ajudar alguns departamentos de polícia a nível mundial para a identificação de crimes. É o caso do estado da Carolina do Norte (EUA), que utiliza o programa SAS Visual Investigator para descobrir pistas e comportamentos suspeitos online que podem representar perigo para crianças. Isso acontece através da integração de dados da justiça criminal e do banco de dados da saúde pública.

A verdade é que as máquinas, apesar de muito úteis, são programadas e nós não. Os sentimentos, que actualmente apenas os seres humanos possuem, são o nosso grande diferencial. É improvável que, um dia, as máquinas substituam o homem; a função delas será a de nos ajudar na ampliação da nossa capacidade cognitiva para que o progresso em diversas áreas aconteça.

Curso de computação cognitiva para crianças e adolescentes

Apesar de ser um conceito recente, já sabemos que a computação cognitiva trará grandes avanços tecnológicos num futuro próximo. É preciso preparar os nossos alunos para que sejam protagonistas e façam parte desta evolução. Neste curso da Happy Code, os nossos alunos vão criar um jogo de consciencialização sobre a importância do uso seguro da Internet. Voltado para crianças e adolescentes entre os 10 e os 14 anos, o curso ensina aos alunos conceitos de computação cognitiva, Internet das coisas (IoT), inteligência artificial e electrónica. No decorrer do curso, as crianças desenvolvem competências como raciocínio lógico, resolução de problemas, criatividade, adaptação a novos desafios e trabalho em equipa. Com base neste curso serão também capazes de construir aplicações e dispositivos inteligentes que utilizem computação cognitiva. Serão guiados num projecto através do qual aprendem lógica de programação com C#, Unity e integração com o IBM Watson. A ideia do jogo será validada através de técnicas de Design Thinking e, no final, apresentarão os seus projectos.

Sobre a Happy Code

A Happy Code é uma escola de programação, tendo como missão formar pensadores e criadores do século XXI. Com uma metodologia de ensino baseada no conceito STEAM (“Science, Technology, Engineering, Arts and Math”), os cursos lecionados incidem sobre a programação de computadores, desenvolvimento de jogos e aplicações, robótica com drones, bem como produção e edição de vídeos para o YouTube.

Tendo como premissa de atuação os valores da responsabilidade, da confiança, da inovação e da consciência social, a Happy Code leciona os seus cursos em centros próprios ou em escolas, empresas, municípios, projetos sociais, centros de estudo, ATLs, entre outros, estando já presente em várias zonas de Portugal.

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