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Educação 4.0: saiba o que é e como se adaptar a esta nova realidade

Conhecer as mais recentes tendências do ensino é fundamental para uma boa gestão escolar. Neste contexto, surge o conceito de Educação 4.0, que une a aprendizagem tradicional com a implementação de abordagens mais tecnológicas nas salas de aula.

Este tipo de estratégia tem sido aplicado com muito sucesso em todo o mundo e, agora, chegou finalmente a Portugal. É uma tendência realmente inovadora que procura causar uma verdadeira revolução no modo como ensinamos e aprendemos no ambiente educacional.

Não sabe o que é a Educação 4.0? Não há problema! Pensando nesse tipo de dúvidas, preparamos um conteúdo completo, que tem como objetivo responder às suas principais dúvidas sobre este tema e mostrar, ao longo do texto, toda a importância desta tendência para a educação atual. Boa leitura!

O que é a Educação 4.0?

Provavelmente já percebeu que a atualização de softwares, por exemplo, é representada através de dois números separados por um ponto, certo? Assim, temos as versões 2.0, 2.1, 3.5 e assim por diante. A partir daqui, já podemos começar a compreender o que significa a Educação 4.0.

Este termo existe em sinergia com outro conceito muito importante: o da Revolução Industrial. Atualmente, encontramo-nos na quarta versão da revolução, conhecida também como Indústria 4.0. Se na primeira os protagonistas foram o carvão e o ferro, nesta, os holofotes brilham sobre a tecnologia. Assim sendo, a Escola 4.0 também tem como ponto mais importante a inovação tecnológica. Neste caso, o foco está em levar esses avanços para o dia-a-dia da gestão escolar, otimizando processos administrativos, e também para as salas de aula, com o auxílio de várias metodologias.

Como funciona a Educação 4.0?

A Educação 4.0 começa, como referimos anteriormente, com a adoção de práticas no setor administrativo e organizacional das escolas. Assim, os processos tornam-se muito mais eficientes e é possível acompanhar de forma muito mais efetiva todo o desenvolvimento dos alunos, através da captação (e da interpretação adequada e precisa) de dados. Em segundo lugar, mas não menos importante, é a inserção da tecnologia na educação e no dia-a-dia da sala de aula. Com a implementação de metodologias ativas (sobre as quais abordaremos mais à frente) e de aulas diversificadas, os estudantes entram em contacto com estas inovações de forma simultânea na aprendizagem.

Um ponto muito importante neste caso, tido como um dos grandes pilares da Educação 4.0, é a literacia digital. É tida como base para toda a compreensão tecnológica, uma espécie de alfabetização deste novo mundo para os estudantes, preparando-os de forma completa para o mercado de trabalho do século XXI.

O que são metodologias ativas?

Pare para pensar: quem é o protagonista no cenário tradicional de uma sala de aula? O professor, certo? Este tipo de conceito mostra-nos que o aluno, aqui, está numa posição passiva, na qual apenas recebe as informações transmitidas pelo professor e interpreta-as de acordo com as suas competências e caraterísticas pessoais.

As metodologias ativas vêm, como o próprio nome indica, fazer uma pequena alteração nos papéis dentro da sala de aula. Agora, os alunos detêm o protagonismo, enquanto o professor atua como um guia para ajudá-los a alcançar melhor o conhecimento. Ele ainda leciona a matéria aos seus alunos, mas caminha lado a lado e não à frente, como no modelo tradicional de ensino.

Há várias maneiras de implementar este tipo de conceito numa sala de aula. A seguir, veremos algumas das principais formas de tornar isso possível e realizar uma verdadeira revolução na metodologia de ensino utilizada na sua instituição.

Quais são as principais metodologias ativas?

Gostaria, agora, de descobrir quais são as principais metodologias ativas que participam na transformação digital da educação? Fique a conhecer algumas informações importantes sobre cada uma delas a seguir.

Ensino híbrido

Uma das principais caraterísticas do ensino híbrido é a junção entre o ensino presencial e o online. Assim, o estudante participará nas aulas e atividades nos dois ambientes, passando a dominar cada vez mais o âmbito digital.

Cultura maker A cultura maker não é uma metodologia propriamente dita, mas um conceito que faz parte de todas elas. Neste caso, o estudante passa a ser mais autónomo e a ter cada vez mais protagonismo no ensino, conduzindo a própria aprendizagem da forma que for mais efetiva para ele.

Aprendizagem baseada em projetos

A aprendizagem baseada em projetos é um conceito que permite que um problema seja apresentado à turma e a solução envolva um projeto, obtido através da programação, de conhecimentos científicos, de abordagens que envolvam a consciencialização da sociedade, entre outros.

STEAM e STEM

Por fim, temos as metodologias STEM e STEAM, que juntam conceitos como a engenharia, matemática, ciências, artes e a tecnologia em prol da aprendizagem dos estudantes. Neste caso, o ensino de programação e robótica, por exemplo, é feito através do conceito de dash and dot e até há aulas de musicalidade e teatro para ajudar no desenvolvimento ativo de competências e habilidades.

De que forma estas metodologias se relacionam com o Currículo Nacional?

Uma das preocupações mais comuns dos gestores quando se deparam com o conceito de metodologia ativa pela primeira vez está na adaptação dessa estratégia ao Currículo Nacional, exigida pelo Ministério da Educação. Por isso, em primeiro lugar, o que temos a dizer é: não há razão para se preocupar.

Todas as metodologias referidas estão totalmente de acordo com as diretrizes do Ministério da Educação, atuando em conjunto com o Currículo Nacional do início ao fim. As disciplinas lecionadas aos estudantes continuam as mesmas. O que muda, neste caso, é a forma como o conhecimento é transmitido à turma, utilizando uma abordagem diferente.

O estudante que estuda com as metodologias anteriormente referidas estará completamente preparado para os exames (entre eles, o Exame Nacional) e também para a vida e para o mercado de trabalho, com o desenvolvimento ativo de uma série de competências socioemocionais fundamentais para o sucesso académico, pessoal e profissional.

Quais são as vantagens da Educação 4.0?

Agora que já sabemos um pouco mais sobre este assunto, chegou a altura de descobrirmos quais são, afinal, os benefícios da transformação digital no âmbito escolar. A seguir, pode ficar a conhecer algumas das principais vantagens.

Democratização e disrupção da educação

Como já referimos, o conceito de Educação 4.0 é também o mesmo de uma revolução, que pela sua natureza já pressupõe disrupções em vários setores. Assim sendo, investir nestas mudanças é algo que faz com que as novas tendências surjam e, com elas, um modo novo de ensinar e aprender.

Isto permite uma educação muito mais democrática e inclusiva, que cria as condições adequadas para que pessoas com diferentes tipos de inteligência possam ter as mesmas oportunidades.

Otimização da gestão escolar

Fazer uma boa gestão escolar é, sem dúvida, uma tarefa muito desafiadora. Para que ela seja efetiva, é fundamental estar atento a, quase literalmente, mil e uma coisas ao mesmo tempo.

Por isso, por que não contar com a tecnologia para ajudar nestes processos? Com ela, é possível acompanhar dados e interpretá-los automaticamente, ajudando no armazenamento e na interpretação de informações cruciais para a identificação de problemas e soluções para a instituição.

Autonomia dos alunos

A pequena inversão nos papéis tradicionais da sala de aula faz com que os alunos desenvolvam uma série de competências importantes, entre as quais, a autonomia. Esta é a capacidade de ser o seu “próprio dono” e desenvolvê-la abre portas para que muitas outras competências sejam trabalhadas.

Pessoas com autonomia desenvolvida também têm um maior sentido crítico, sabem pensar por si e, claro, conhecem-se muito melhor. Estas competências e habilidades são essenciais para a formação de profissionais e cidadãos realmente integrados.

Desenvolvimento de uma série de competências

Outras competências importantes desenvolvidas com estas metodologias (e as suas aulas variadas, como a robótica e a programação) incluem: trabalho em equipa, criatividade, empatia, memorização, comunicação e muito mais. Pode parecer incrível, mas atividades como criar jogos ou desenvolver protótipos e robôs podem ser utilizadas para aprendermos todo o conteúdo do Currículo Nacional de um modo completamente lúdico e interativo, permitindo que muitas competências diferentes sejam desenvolvidas em simultâneo.

Maior interação entre alunos e professores

Numa sala de aula tradicional, a interação entre alunos e professores resume-se ao levantamento ocasional de uma dúvida e, muitas vezes, até mesmo esse tipo de atitude é reprimido por causa da vergonha e de insegurança.

Com as metodologias ativas de ensino, a interação entre estudantes e professores torna-se maior e mais direta, visto que agora eles estão lado a lado e não separados hierarquicamente. Assim, as dúvidas fluem muito melhor e as respostas, consequentemente, também. O professor do futuro, portanto, é mais do que um tutor, é um amigo da turma.

Melhoria da qualificação do corpo docente Por fim, outra vantagem incrível da Educação 4.0 é a melhoria na formação de professores de modo geral, aumentando consideravelmente a sua qualificação e, assim, fazendo com que eles se tornem ainda mais aptos para ensinar (e aprender com os seus estudantes).

Isto deve-se à mudança considerável na dinâmica da sala de aula tradicional, que muitas vezes é limitativa. Com um tipo de metodologia diferente, cada aula é completamente única e o professor passa a aprender muito mais sobre a própria profissão.

Como podemos colocar a Educação 4.0 em prática?

Interessante, não é? Mas, afinal, como podemos colocar tudo isto em prática no dia-a-dia escolar? Essa é uma tarefa que requer muita atenção para que a transição seja feita da melhor forma possível. Conheça, a seguir, algumas dicas.

Desenvolver uma cultura digital

O primeiro passo para garantir a implementação da Educação 4.0 é desenvolver uma cultura digital nas escolas. Fazer com que os estudantes compreendam a importância da tecnologia para o ensino e aprendam a lidar com ela (a literacia digital, por exemplo) é essencial para que as próximas etapas aconteçam.

Mudar a infraestrutura da escola

Em segundo lugar, podemos referir a importância da mudança da infraestrutura da escola. Não é possível, por exemplo, ensinar programação sem que os computadores disponíveis sejam adequados para essa atividade. Pensar neste tipo de processos é muito importante!

Formar os professores

A qualificação do corpo docente vem logo de seguida na lista de passos para implementar a Educação 4.0 na escola. Os docentes também devem ser tidos em consideração no processo gradual de transição, sendo devidamente formados com a ajuda de profissionais especializados nesse contexto.

Investir nas tecnologias certas

Nem sempre é possível implementar todas as mudanças, não é verdade? Assim sendo, é essencial investir nas tecnologias certas. Veja o que mais se adequa às necessidades dos seus estudantes e saiba o que pode ser implementado mais

rapidamente e com maior eficácia. A ajuda profissional também é muito importante para a tomada deste tipo de decisões.

Dialogar com os pais e responsáveis

Os familiares dos alunos têm de estar incluídos em todas as partes da transição para a Educação 4.0. Lembre-se de que a participação deste grupo é indissociável do sucesso do processo! Por isso, converse pouco a pouco sobre, por exemplo, os benefícios da robótica educacional, as vantagens das metodologias ativas e muito mais, trazendo-os gradualmente para a sua equipa!

Quais são os desafios e o que esperar da escola do século XXI? Adequar a sua instituição de ensino ao conceito de escola do século XXI é algo que exige uma certa paciência. Afinal, é necessário fazer com que todos estejam a bordo para que isso realmente funcione. Assim sendo, alguns dos principais desafios enfrentados incluem:

· Adequação ao perfil dos estudantes.

· Participação mais ativa dos pais e responsáveis.

· Dificuldades na adesão das tecnologias por parte da equipa.

· Resistência da comunidade às novidades.

· Pouca adesão por parte dos professores e restantes funcionários.

Fazer um bom trabalho de consciencialização da importância destas mudanças é fundamental antes de implementar as metodologias. Isto garante que todos falem a mesma língua e possam, assim, caminhar juntos em prol de uma educação mais inclusiva e abrangente para todos.

Portanto, podemos esperar que este tipo de revolução seja feita de modo gradual, com uma transição realmente efetiva. Para isso, é fundamental contar com a ajuda

de especialistas no assunto, que podem ajudar na qualificação dos colaboradores e no diálogo com todas as partes, facilitando o processo e tornando-o mais permanente.

Como podemos ver, a Educação 4.0 é um conceito interessantíssimo e que dialoga muito bem com a nossa sociedade atual. Estas inovações não podem continuar a ser ignoradas pelo ensino e, por isso, saber utilizá-las da forma adequada é a melhor maneira de garantir que os nossos estudantes se desenvolvem adequadamente e que estejam prontos para o mercado competitivo do século XXI!

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