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Metodologias ativas: como melhoram a aprendizagem das crianças e dos adolescentes?

O processo educacional envolve diversas técnicas e métodos, visando sempre melhorar a aprendizagem das crianças e dos adolescentes. As metodologias ativas encaixam-se neste contexto e têm o objetivo de garantir ao aluno uma maior participação e autonomia na aprendizagem.

O modelo tradicional de ensino limita os alunos como espetadores e coloca o professor como protagonista no processo de aprendizagem. As metodologias ativas visam transformar estes papéis, alterando as funções de cada grupo.

Neste artigo, vamos explicar o que são as metodologias ativas, como se diferenciam das tradicionais e os principais exemplos deste método. Além disso, veremos como influenciam a aprendizagem e de que forma estão a ser implementadas nas escolas. Fique a saber mais sobre o assunto e boa leitura!

O que são metodologias ativas?

As metodologias ativas transformam o processo de ensino nas escolas. Através delas, os alunos deixam de ser agentes passivos, que apenas recebem conteúdo exposto nas aulas, e tornam-se protagonistas do processo de aprendizagem.

Deste modo, o conhecimento é construído de forma combinada entre o professor e o aluno. Os professores deixam de ser expositores e passam a atuar como mediadores, numa abordagem que coloca os estudantes como protagonistas. Outro ponto importante desta estratégia é a utilização da tecnologia, oferecendo uma aula mais dinâmica e atraente para os estudantes. As crianças e os adolescentes estão habituados a estes recursos, por isso, é importante adicioná-los à rotina escolar.

Além disso, em conjunto com os colegas, o estudante partilha o seu conhecimento produzindo um saber coletivo. Com isso, eles são estimulados a interagir e produzir uma construção conjunta da resposta, não ficando limitados a decorar um material.

Assim sendo, as metodologias ativas servem para que o aluno aprenda a ter autonomia e responsabilidade para estudar. Ele aprende a gerir-se a si mesmo, de maneira que compreenda melhor o tema ao qual está a ser apresentado e recorrendo ao professor quando sente necessidade.

A utilização destas soluções está a crescer cada vez mais no setor da educação, porque as instituições perceberam que os processos tradicionais já não são suficientes para atender a todas as peculiaridades dos alunos. Deste modo, as instituições que pretendem oferecer uma educação inovadora e efetiva preocupam-se em utilizar metodologias que trazem resultados melhores, como as ativas, dando mais qualidade ao processo educacional.

Como se diferenciam das metodologias tradicionais?

As metodologias ativas chegaram para transformar o modelo tradicional de ensino. A principal transformação acontece com os papéis de professores e alunos, que tomam novas identidades.

O método tradicional não está direcionado para o estudante, que recebe o conteúdo de forma passiva. Deste modo, é normal que competências como memorização sejam valorizadas, sem que seja ensinado de que forma o conteúdo pode ser aplicado no quotidiano.

Assim, o desenvolvimento limita-se aos aspetos cognitivos, deixando competências sociais e emocionais de lado. Como resultado, habilidades e competências importantes para os alunos não são desenvolvidas e trabalhadas durante o período escolar.

Outra diferença está nos conteúdos apresentados. As metodologias tradicionais focam em disciplinas divididas de forma rígida e na apresentação de informações, sem estimular o pensamento crítico dos estudantes.

Por outro lado, as metodologias ativas trabalham a multidisciplinaridade de forma natural, reunindo conceitos de diferentes áreas para que se chegue a uma conclusão. Desta forma, contribuem para que o que é aprendido seja aplicado no quotidiano dos estudantes.

Quais são os exemplos de metodologias ativas?

Existem diversas formas e estratégias para empregar as metodologias ativas numa instituição de ensino. A seguir, vamos conhecer os principais exemplos!

Aprendizagem baseada em projetos

A aprendizagem baseada em projetos tem como principal objetivo colocar os estudantes em ação. Deste modo, eles são incentivados a investigar para chegar à solução de um desafio.

Eles precisam de encontrar e explorar novos caminhos, com o auxílio de recursos disponíveis e da tecnologia. O canvas para crianças é um exemplo desta estratégia, porque estimula os estudantes a desenvolverem um perfil crítico e reflexivo.

Além disso, o professor não deve dar todo o conhecimento aos alunos, para que eles encontrem de forma independente. No final do processo, o educador tem de dar um feedback, mostrando quais foram os erros e as partes corretas do projeto.

Aprendizagem baseada em problemas

A aprendizagem baseada em problemas leva os estudantes a aprenderem e resolverem problemas e questões de forma colaborativa. A ideia é incentivar a reflexão de situações reais, o que será muito útil para o futuro profissional.

O professor atua como mediador, incentivando os estudantes a encontrarem a resolução através da sua própria reflexão e crítica. Enquanto os projetos incentivam a ação, os problemas trabalham aspetos teóricos.

Sala de aula invertida

A sala de aula invertida é outra metodologia ativa bastante aplicada nas instituições de ensino. A ideia é fazer uma inversão nas aulas tradicionais, propondo que os alunos primeiro leiam o conteúdo em casa e depois discutam na sala de aula.

Desta forma, o estudante tem acesso ao conteúdo antecipadamente, sendo incentivado a explorar o assunto e a conhecer mais sobre o tema. Isto faz com que ele chegue já com algum conhecimento sobre o assunto, o que facilita a dinâmica da aula.

O resultado é uma aula otimizada, porque os estudantes tiram apenas as suas dúvidas e curiosidades sobre o tema. O professor consegue transmitir mais conhecimento em menos tempo, aproveitando o que foi adiantado pelo estudo em casa.

Estudo de caso

Enquanto os modelos de aprendizagem baseada em problemas e em projetos lidam com situações criadas para fins didáticos, o estudo de caso aborda uma situação real.

A ideia é estudar um fenómeno, um acontecimento ou uma sucessão de eventos reais. Produzir um estudo de caso estimula a conexão de ideias, porque o debate de opiniões diferentes é fundamental para encontrar uma solução.

A grande vantagem é que o estudante aprende com situações reais, que trazem uma maior compreensão sobre eventos e factos do mundo.

Aprendizagem entre pares ou equipas

A aprendizagem entre pares e equipas requer a formação de equipas dentro de uma determinada turma para que a aprendizagem seja feita em conjunto, contribuindo para a partilha de ideias.

Ela pode ser aplicada tanto num projeto como num estudo de caso, unindo os alunos para que trabalhem juntos, de acordo com as suas competências. Com esta interação, é possível aprender e ensinar ao mesmo tempo.

Além disso, o método contribui para a construção do pensamento crítico, através de discussões e ensina os estudantes a lidarem com opiniões divergentes.

Gamificação

A gamificação é a utilização de elementos comuns aos jogos em situações de sala de aula. A metodologia ajuda a gerar um maior envolvimento, motivar a ação, promover a aprendizagem ou resolver problemas de forma criativa.

Com estes elementos, a aula promove uma competição saudável e desperta o interesse. O estudante torna-se protagonista da atividade, melhorando o seu desempenho e os relacionamentos sociais.

A tecnologia também faz parte deste método, aproveitando o contacto que os estudantes têm com o mundo digital. Desta forma, os desafios tornam-se ainda mais interessantes, potencializando a aprendizagem.

De que forma estas metodologias influenciam a aprendizagem das crianças e dos adolescentes?

As metodologias ativas influenciam diretamente a aprendizagem das crianças e dos adolescentes através de atividades e situações propostas.

Tornam o aluno protagonista

O principal benefício das metodologias ativas é transformar o aluno em protagonista da sua própria aprendizagem. Com elas, ele tem um maior controlo sobre a forma de aprender e consegue utilizar diferentes métodos para compreender o mesmo conteúdo.

Melhoram o envolvimento e a motivação

As atividades diversificadas, que não se limitam às estratégias do ensino tradicional, contribuem para aumentar o envolvimento e a participação dos estudantes. Com recursos tecnológicos e propostas inovadoras, o interesse aumenta, melhorando também os resultados do ensino.

Estimulam a autonomia A autonomia é uma caraterística muito importante durante o período escolar e que é incentivada com a metodologia ativa, através de atividades e trabalhos que dependem das atitudes pessoais de cada estudante.

Ao permitir que ele aprenda de forma individual, a escola ajuda-o a se tornar mais pró-ativo, caraterística essencial para os profissionais do futuro.

Fortalecem a autoestima e autoconfiança

A realização dos projetos contribui para fortalecer a autoestima e a autoconfiança dos alunos. Estas caraterísticas são fundamentais para que eles tenham um bom desempenho escolar e possibilita o desenvolvimento de todo o potencial de cada jovem — dentro e fora da escola.

Desenvolvem competências importantes para o futuro

As metodologias ativas possibilitam o desenvolvimento de muitas competências que serão úteis para o futuro. As competências STEM são trabalhadas, trazendo caraterísticas como a criatividade, o respeito, o raciocínio lógico, entre outras. O resultado é uma formação mais completa e abrangente.

De que forma as metodologias ativas são aplicadas?

As estratégias das metodologias ativas estão a ser implementadas nas instituições de ensino através de diferentes recursos. Conheça alguns deles!

Espaço maker

O espaço maker é um local reservado para que os estudantes coloquem a “mão na massa”. Neste ambiente, são incentivados a explorar diferentes recursos e conhecimentos para produzir algo novo.

Neste contexto, são utilizados vários materiais, que podem ser tecnológicos ou não. A ideia é que os estudantes trabalhem na criação de projetos, seja de forma individual ou em equipa.

Utilização da tecnologia

A tecnologia também faz parte da aplicação das metodologias ativas no ambiente escolar. A educação digital para crianças é muito importante, porque essas ferramentas fazem parte do quotidiano delas. Assim, é essencial que aprendam a produzir nesse ambiente, não sendo apenas consumidores passivos.

Deste modo, são empregados diferentes recursos relacionados com o mundo tecnológico, como aulas de programação e robótica, desenvolvimento de jogos e aplicações, entre outras estratégias.

Além disso, a tecnologia permite que métodos como a sala de aula invertida sejam empregados. Neste método, o estudante recebe os conteúdos no ambiente virtual, estuda na sua casa e vai para a escola já com esse conhecimento.

Jogos e brincadeiras

Os jogos e brincadeiras pedagógicas são outras formas que estão a ser utilizadas pelas instituições de ensino. São uma forma divertida de abordar assuntos importantes e promover o envolvimento das crianças e dos adolescentes.

A criatividade é fundamental neste processo, que pode ser utilizado em conteúdos multidisciplinares ou em assuntos específicos. Os estudantes podem ser divididos em grupos e equipas para participar, tendo protagonismo e autonomia para que tomem as suas decisões.

Como pode a Happy Code ajudar?

A Happy Code trabalha com estratégias que visam o desenvolvimento de competências fundamentais para o século XXI, contribuindo para uma formação completa de crianças e adolescentes. Saiba mais!

Aulas de programação

Um dos recursos oferecidos são as aulas de programação, uma linguagem muito importante para o futuro. Através de uma abordagem lúdica, os estudantes compreendem a lógica computacional e aprendem a desenvolver projetos tecnológicos de acordo com as suas idades.

Deste modo, passam a ter um comportamento diferente neste ambiente, sendo pessoas ativas e que produzem conhecimento. Os conteúdos e as abordagens são direcionados de acordo com a idade dos estudantes, dando oportunidade para que se desenvolvam de forma gradual. Os mais novos trabalham livremente, desenvolvendo projetos e jogos interativos, por exemplo. Com o passar do tempo, a programação de jogos e aplicações também pode ser abordada, produzindo resultados interessantes.

Cultura Maker

A cultura maker também é aplicada para alunos do ensino básico ao secundário. É muito eficiente para trabalhar com os alunos criativos, que gostam de desenhar, montar e dar asas à sua imaginação.

A ideia é baseada no contexto do “faça você mesmo”, dando aos alunos liberdade para criar. Além disso, a programação e robótica também fazem parte deste contexto, através da utilização dos recursos eletrónicos.

Robótica

A robótica também é uma estratégia interessante, a qual permite que os estudantes entrem em contacto com robôs inteligentes. Nas aulas, os alunos aprendem com montagens, estruturas eletrónicas e desenvolvimento de projetos. A lógica da programação também é abordada, facilitando a aprendizagem.

Neste artigo, explicámos como as metodologias ativas melhoram a aprendizagem das crianças e dos adolescentes. Com estratégias que colocam o estudante como protagonista no processo de aprendizagem, o desenvolvimento de diferentes competências acontece de forma natural, contribuindo para uma formação completa.

A utilização de recursos tecnológicos e métodos inovadores permite que este processo seja potencializado. É com esta intenção que a Happy Code oferece diferentes ferramentas de desenvolvimento para crianças e adolescentes.

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