O limite da privacidade digital entre pais e filhos

Por mais confortáveis que as crianças se sintam no uso da tecnologia digital, o que lhes confere cada vez mais autonomia e vontade de navegar pelo mundo digital de forma privada, é preciso que exista uma monitorização. Esta monitorização deve ser sempre acompanhada de um diálogo aberto e educação sobre os perigos que a internet pode representar.

A privacidade, que as crianças tanto ambicionam, deve ser calculada de comum acordo com os pais, com os devidos limites, para evitar que se coloquem em situação de risco. Podemos dizer que as crianças tem os seus direitos, mas tem igualmente deveres.

Se de um lado a lei lhes confere o direito à privacidade, esta também estabelece que os pais tem o dever de cuidar deles, enquanto seres em desenvolvimento, tendo estes o dever de criar e dirigir a educação dos seus filhos, o que extrapola, e muito, o dever de os sustentar. Isto significa que é preciso haver um equilíbrio negociado entre ambos.

Alguns dados sobre crianças e o mundo digital

18% das crianças e adolescentes dos 9 aos 17 anos, que participaram na pesquisa TIC Kids Brasil, afirmaram terem visto imagens ou vídeos de conteúdo sexual na internet nos últimos 12 meses. Em compensação, segundo a pesquisa da CETIC, 48% dos utilizadores de internet entre os 9 e os 17 anos, afirmaram que os pais têm pouco conhecimento sobre as suas atividades na internet. A pesquisa foi feita com 23.677.796 utilizadores entre novembro de 2015 e junho de 2016.

Por Nethics Educação Digital

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