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5 razões pelas quais a relação entre a família e a escola é tão importante

A família, sem dúvida, tem um papel fundamental na construção do caráter e da personalidade de uma pessoa. Afinal, é no seio da família que as crianças têm o primeiro contacto com a existência do outro, o que as faz desenvolver noções de afetividade e de solidariedade. É desse contexto que as crianças extraem princípios relevantes e valores éticos.

No entanto, as crianças não estão sozinhas nesta importante missão. A escola também tem um papel importante no processo de aprendizagem dos seus alunos, uma vez que é responsável por proporcionar conhecimentos e permitir a convivência em grupo, estimulando assim o respeito pelo outro.

Desta forma, ambos os contextos constituem pilares que sustentam o processo de formação de uma pessoa. Por este motivo, é imprescindível que eles se relacionem da melhor maneira possível, com diálogo, harmonia e em complementaridade, porque assim saem todos a ganhar.

Quer saber por que razão a relação entre a família e a escola é tão importante? Então, confira as 5 razões que demonstram esta relação.

Por que razão a relação entre a família e a escola é tão importante?

Nos primeiros anos de vida, o ser humano ainda não tem a capacidade de tomar as suas próprias decisões e agir por si só. Neste sentido, tanto a família como a escola constituem alicerces bastante relevantes para orientá-lo no desenvolvimento cognitivo e social.

E para que o papel de cada uma seja exercido plenamente e uma complemente o outra é preciso que ambas trabalhem juntas nessa tarefa. Conheça as 5 razões que contribuem para esta relação.

1. Melhor acompanhamento

Como mencionado anteriormente, toda a criança necessita de apoio para as atividades do dia-a-dia, sendo que uma das principais é a escola. Porém, engana-se

quem pensa que a responsabilidade neste caso se restringe aos professores, diretores ou outros funcionários. Para que a criança consiga desenvolver o raciocínio e ter uma aprendizagem efetiva, é fundamental que seja empregado um esforço conjunto em prol dos pequenos.

Assim, pais e responsáveis devem unir-se aos colaboradores da instituição de ensino, com o objetivo de proporcionar aos pequenos um melhor acompanhamento. Para isso, podem auxiliá-los na revisão dos conteúdos durante a realização dos exercícios em casa. Desta forma, será possível acompanhar o desempenho das crianças de perto, conhecendo as facilidades e dificuldades e, posteriormente, transmiti-las à instituição de ensino.

2. Aumento do esforço e rendimento

A desmotivação de algumas crianças em relação às atividades escolares muitas vezes tem origem na falta de apoio e de acompanhamento dos pais ou dos responsáveis. É importante estar atento a isso, e, ao perceber uma falta de estímulo, agir no intuito de convidá-los a participar na vida académica dos filhos.

Reuniões ou apenas conversas mais informais sobre o assunto podem ser úteis para que sejam esclarecidas as razões e procuradas soluções para o caso. Isto demonstra o quanto a relação entre a família e a escola tem relevância no esforço e no rendimento dos pequenos.

Afinal, quando eles percebem esta união, e dela advêm amparo e estímulo, as chances de se interessarem e se dedicarem mais às tarefas escolares são maiores. Isto, com certeza, reflete-se positivamente no rendimento escolar deles.

3. Conquista de melhores resultados

O aluno motivado e que pode contar com o apoio dos pais ou responsáveis, assim como dos professores e diretores, naturalmente tende a interessar-se mais pelos estudos. Como consequência disso, nota-se uma conquista de melhores resultados.

Esta situação também é resultado do trabalho coletivo dos educadores, que, ao identificarem alguma falha ou dificuldade, podem discutir juntos formas de resolução e orientarem o aluno. Assim, no meio de tantos fatores favoráveis, estudar passa a ser agradável e tirar boas notas acaba por se tornar numa tarefa fácil.

4. Redução da indisciplina

A indisciplina de alguns alunos no contexto da sala de aula decorre da imaturidade em compreender a importância de aprender o que o professor tem para ensinar. No entanto, também pode ser resultado da falta de compreensão e de apoio no ambiente escolar e doméstico.

A verdade é que as crianças precisam de atenção, e, não a tendo, podem acabar por expressar essa necessidade através de atitudes reprováveis. Neste contexto, uma boa relação entre a família e a escola é capaz de interromper esse ciclo. Ao se sentir acolhido e apoiado nas suas atividades, em casa e na instituição de ensino, o aluno abandonará o mau comportamento e passará a estar mais focado, respeitando os momentos da aula.

5. Estímulo ao desenvolvimento cognitivo e social É na infância que o desenvolvimento cognitivo ocorre de forma mais intensa. Isso porque, nesse período, o cérebro está em evolução, formando novas sinapses, ou seja, transmitindo impulsos nervosos entre neurónios intensamente. Também é nesse período que a criança começa a compreender a existência do outro e aprende a conviver com as diferenças. Portanto, é fundamental compreender isso e estimular esses aspetos. Isto pode ser feito em casa, a partir do incentivo de atividades lúdicas nos momentos de lazer, além da ajuda nas tarefas escolares, e pelo ensinamento sobre convivência e

respeito pelo outro. Gestos como estes ajudam a criança a ter um melhor desenvolvimento nos estudos e a respeitar os colegas e os professores.

Como estreitar as relações com os pais dos alunos?

Depois de compreender a importância do vínculo entre a família e a escola, pode surgir uma dúvida: como colocar isto em prática? Algumas atitudes simples, mas significativas, podem ajudar. Vale a pena dizer que o objetivo deve ser sempre a aproximação com os pais ou com os responsáveis das crianças. A tecnologia pode ajudar. O uso de uma aplicação para a troca de mensagens entre os tutores e a direção da escola, por exemplo, pode ser uma das formas de manter um contacto constante. No entanto, embora seja eficiente, este método de comunicação não deve ser o único.

Convidar os pais a participarem em reuniões, debates e exposições também é fundamental. Esta estratégia servirá para que eles conheçam, frequentem o ambiente escolar e participem nas atividades lá desenvolvidas. Os alunos, ao perceberem esse envolvimento, terão o incentivo e o reconhecimento que precisam para cumprir as suas tarefas.

Assim sendo, se num primeiro momento, a família é a fonte inicial de aprendizagens na vida de uma criança, a fase escolar deve complementar essa aprendizagem inicial. Para que isso seja possível, é imprescindível que se procure manter uma boa relação entre a família e a escola.

Como visto, a união entre estes dois aspetos tão relevantes na vida dos pequenos reflete-se no acompanhamento dispensado, assim como no esforço e rendimento. Tudo isto converge para a melhoria dos resultados e para a redução da indisciplina do aluno. Como resultado de todos estes fatores, a maior beneficiada será sempre a criança, que terá um desenvolvimento cognitivo e social saudável.

Para que esta relação entre a família e a escola ocorra de forma natural e benéfica, são fundamentais estratégias de aproximação que utilizem a tecnologia a seu favor, mas sem abrir mão do contacto físico. Assim, com o apoio e o incentivo vindos das principais bases que sustentam a construção da pessoa, o que se terá no futuro será um adulto responsável e consciente do seu papel no mundo.

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