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7 dicas para um planeamento escolar eficiente

É inegável que o ensino mudou muito nos últimos anos, e adaptar-se às transformações é uma questão de necessidade. Desta forma, realizar um bom planeamento escolar torna-se numa tarefa cada vez mais significativa para garantir a sobrevivência da instituição.

Trata-se de uma estratégia documentada que contribui com as diretrizes pedagógicas, mantém a equipa comprometida, deixa os alunos envolvidos, entre outros fatores.

Para que tenha uma melhor noção do tema, apresentamos aqui os benefícios dessa prática em 7 dicas essenciais para desenvolver um planeamento eficiente. Acompanhe a leitura e fique a conhecer!

Os principais benefícios do planeamento escolar

O planeamento escolar funciona como um princípio orientador para a instituição de ensino, trazendo clareza tanto para os professores como para os pais sobre a intenção educacional. Alinhado à proposta pedagógica, garante a unidade entre os objetivos, valores e ações ao longo do ano letivo.

Assim, esta ferramenta gera inúmeros benefícios, como os apresentados neste artigo!

Orientar o trabalho dos educadores

No planeamento pedagógico os conteúdos são distribuídos ao longo do ano letivo, assim, o documento serve como um guia para os professores criarem as suas aulas de forma mais eficiente e dinâmica.

Além de facilitar o trabalho do professor, reduzindo o tempo despendido por ele nessa tarefa, proporciona a troca de ideias entre o corpo docente — professores e coordenadores pedagógicos, uniformizando a matéria e construindo uma unidade escolar, à volta de objetivos comuns.

Manter o foco nas metas escolares

O planeamento consiste num plano de ação que confronta a realidade da escola com as intenções da equipa pedagógica, ou seja, um meio para transformar essas propostas em realidade, soluções para a concretização das ideias.

Assim, todos os envolvidos podem trabalhar em prol dos mesmos ideais, sendo o papel de cada um definido no planeamento, que traz para o quotidiano escolar os objetivos da instituição.

Desta forma, o planeamento pedagógico faz com que todos mantenham o foco nos objetivos estabelecidos, tornando-se numa oportunidade para que a escola reavalie a sua missão, assim como professores e coordenadores repensem o seu compromisso com ela.

Mais do que um requisito burocrático, trata-se de uma diretriz que possibilita a cada membro do corpo docente direcionar o seu trabalho de acordo com as propostas estabelecidas, alinhando o plano da instituição com os seus valores, de forma que toda a escola tenha o mesmo tipo de ação no quotidiano para um objetivo comum.

Cumprir as exigências externas

Quando elaborado, o planeamento pedagógico considera as diretrizes do Ministério da Educação, prevendo o cumprimento de todas as suas exigências. Desta forma, funciona ainda como um lembrete para os professores e para a coordenação.

Ao seguir o plano na elaboração das aulas e organização do cronograma de ações escolares, ninguém corre o risco de se esquecer de algum ponto relevante na altura de criar as aulas e programar atividades práticas.

Conciliar os interesses da comunidade escolar

Para cumprir a sua finalidade e ser um instrumento de melhoria da educação, é fundamental que a comunidade escolar participe nas decisões que levam à criação

do planeamento pedagógico. Assim, ele deve englobar todo o contexto da instituição de ensino, partes internas e externas — docentes, alunos, funcionários, governo, família e comunidade.

Portanto, além de estimular a troca de experiências entre os membros da equipa escolar, o planeamento abre um canal de comunicação com o conselho de pais e com a comunidade, num processo de mobilização, favorecendo a participação, contribuição, acompanhamento e avaliação.

Desta forma, o planeamento pedagógico contribui para conciliar os interesses de todos, tornando a escola mais democrática e consciente das exigências externas, articulando-as com o papel da própria escola — educar.

Rever e reavaliar o que foi feito no ano anterior

Por fim, outra exigência do planeamento é a revisão das ações e resultados passados, o que leva a uma reflexão crítica sobre o trabalho pedagógico. Assim, a cada novo planeamento, há uma oportunidade para reavaliar o anterior, por exemplo, as formas de avaliação, e corrigir falhas ou melhorar o que for necessário.

Este é também o momento de analisar as novas estratégias no sentido de manter a escola a desenvolver-se e acompanhar os avanços da tecnologia e as novas exigências dentro e fora da instituição.

7 dicas para um planeamento eficiente

Mas, afinal, como criar um bom planeamento pedagógico? Conheça as nossas dicas!

1. Analise os dados do ano anterior

Antes de mais, é fundamental que exista uma análise crítica dos dados obtidos no ano letivo anterior, porque isso contribui para que a gestão escolar e o corpo

docente consigam ter um feedback do que correu bem ou não. Por isso, verifique as atividades realizadas e como colaboraram para a captação de alunos.

Sempre que possível, utilize dados estatísticos que ajudem a medir o número de matrículas efetuadas, a taxa de rescisões de contrato, o número de queixas e as restantes informações que sejam relevantes para alinhar o planeamento escolar. Este balanço permite que tenha uma melhor noção de quais são as ações que têm de ser implementadas e que exigem urgência ou não.

2. Proponha melhorias

Tendo os números do período anterior consigo torna-se mais fácil propor melhorias que sejam suficientes para suprir os interesses da escola, dos alunos, dos professores e da comunidade como um todo. Neste momento é interessante apresentar várias ideias e melhorá-las para obter o melhor desenvolvimento possível.

No entanto, é indispensável analisar os custos envolvidos no processo de melhoria e que ações são realmente necessárias, tais como uma reforma no prédio ou nas salas, a aquisição de equipamentos, a troca do material didático, etc. Além disso, vale a pena pensar em questões que ajudem a manter uma imagem positiva da escola, visando a projeção da marca e a fidelização de alunos.

3. Estabeleça metas alcançáveis

Um bom planeamento só funciona de verdade se os objetivos fizerem sentido com a proposta pedagógica, por isso devem ser quantitativos e, consequentemente, mensuráveis. É indispensável avaliar que mudanças devem ser implementadas na instituição e se elas ocorrerão no curto, médio ou longo prazo.

Tem de considerar aspetos fundamentais nesta equação, os quais envolvem uma boa gestão de tempo, o orçamento investido, as pessoas responsáveis em cada setor, entre outros pontos relevantes. Qualquer tomada de decisão deve ser

realista, visando resultados específicos e, principalmente, analisando os prós e os contras.

4. Estabeleça um cronograma de ações

Com as metas muito bem definidas, torna-se essencial o desenvolvimento de um cronograma de ações que orientará as atividades exercidas no ano letivo. Ele deve trazer as informações referentes ao calendário escolar, tais como o número de dias de aula, a quantidade de feriados, o período de férias e, inclusive, as datas para as reuniões dos pais.

Tendo tudo isto devidamente documentado torna-se muito mais fácil acompanhar o desempenho na instituição de ensino e avaliar possíveis modificações ao longo do ano. Para estabelecer uma comunicação escolar efetiva, vale a pena deixar claro como será o plano de horários, a programação das datas comemorativas, as avaliações semestrais, as atividades diárias, entre outros aspetos igualmente importantes.

5. Delegue algumas responsabilidades

Por mais que queira resolver todas as situações pedagógicas e administrativas, deve saber que nem sempre é possível dar conta de todas as tarefas e, por isso, é extremamente importante delegar funções para os processos internos fluírem. Para ter uma administração escolar de qualidade é preciso ter uma visão geral do negócio, e reunir a equipa para distribuir responsabilidades é uma das etapas cruciais.

Mostre a todos como o trabalho em equipa é fundamental para o ensino ser satisfatório e como, naturalmente, isso aumenta o interesse dos alunos. No entanto, delegar a cada um tarefas na escola não quer dizer que se isentará das próprias funções, mas, sim, descentralizará a administração para tornar tudo mais organizado e coerente com os propósitos da escola.

6. Implemente novas tecnologias

Se considera o investimento em tecnologia muito caro ou que a sua instituição de ensino não precisa, então é melhor rever alguns conceitos, porque a implementação de novas tecnologias no ensino contribui muito para o planeamento. De um software de gestão até o material didático utilizado na sala, a tecnologia é necessária para agilizar os processos e conferir uma aprendizagem de qualidade.

Para se ter uma ideia do poder dos recursos tecnológicos durante o ano letivo, a metodologia STEM, por exemplo, permite que os alunos assimilem melhor as disciplinas com assuntos básicos do dia-a-dia, fazendo com que o desempenho aumente substancialmente. Ao longo do tempo, o raciocínio lógico dos jovens torna-se muito mais desenvolvido e isso acaba por se refletir nas notas.

7. Envolva toda a comunidade

Sem sombra de dúvidas, um dos pontos-chave para o sucesso do planeamento escolar é envolver a comunidade local e os pais com as atividades exercidas pela instituição. Quando a família está ciente da programação definida pela escola, torna-se mais fácil acompanhar o desenvolvimento dos filhos e, por consequência, ajudá-los nas tarefas, gerando uma relação saudável entre ambas as partes.

Ter esta integração permite que os pais percebam quaisquer diferenças no planeamento e possam participar mais no processo, gerando um maior envolvimento deles em relação ao ensino dos filhos. Por isso, realize atividades que reúnam os professores, os pais, os filhos e as restantes pessoas da comunidade, tais como comemorações sazonais, competições académicas, exposições e assim por diante.

Portanto, ao realizar o planeamento escolar daqui em diante, tenha em consideração todos os aspetos que referimos e, se possível, tenha como meta a

escolha de empresas parceiras para ajudarem neste processo, porque isso será um grande fator diferenciador competitivo.