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Ensino da matemática: como facilitar a aprendizagem dos alunos?

Segundo dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), sete em cada dez alunos apresentam níveis de aprendizagem de matemática insuficientes.

Números assim fazem-nos pensar: afinal, como conseguimos melhorar o ensino de matemática nas escolas? O ensino para as novas gerações está rodeado de desafios que os professores têm de dar conta, tais como desenvolver competências, despertar o interesse dos alunos, acabar com a perceção de que a matemática seja difícil e lidar com a tecnologia na sala de aula. Neste artigo, verá as principais dicas para ultrapassar estes desafios educacionais e fazer com que os jovens aprendam desde criança a importância da matemática. Boa leitura!

Aplique o ensino de matemática nos desportos

Com o Pan-Americano de Lima em 2019 e as Olimpíadas de Tóquio em 2020, os professores podem utilizar vários exemplos práticos para ensinar matemática de forma atrativa aos jovens. A matemática está inserida em todos os desportos e mostrar isso aos alunos é uma forma diferente de explorar o conteúdo da matéria sem que pareça pesado ou aborrecido. Os professores podem utilizar tabelas de campeonatos, por exemplo, para trabalhar o raciocínio de operações básicas como a adição e a subtração, além de propor exercícios que exijam o cálculo de médias e de percentagens. Através desta forma de ensino, é possível desenvolver a aprendizagem de competências estatísticas e probabilísticas — o que será extremamente valioso para o futuro.

Calcular as áreas dos campos, o diâmetro da bola, a velocidade média de um desportista, entre outros aspetos, é imprescindível para habituar a mente das crianças à matemática, mostrando que ela está presente em tudo. Propor atividades desportivas também é uma ótima dica, porque tudo o que aprenderem na teoria poderão experimentar na prática e até o desempenho desportivo pode ser melhor.

Estimule a resolução de problemas do dia-a-dia

Existem diversas situações quotidianas com as quais os alunos se deparam, mas nem sequer param para prestar atenção à quantidade de informações matemáticas presentes em apenas uma tarefa. Estimular a resolução de problemas, até dentro do conceito atualíssimo do design thinking, torna a experiência de aprendizagem mais enriquecedora e coerente com a curiosidade dos jovens.

Um dos grandes erros do método tradicional de ensino e que tem feito as escolas repensarem a sua gestão pedagógica é a forma como o conteúdo é aplicado, sendo que boa parte é só focado na teoria. Trazer o aluno para situações de rotina, como calcular as compras no supermercado, gerir a mesada, realizar receitas culinárias, entre outros exemplos, faz com que os conceitos sejam bem compreendidos.

Os educadores têm de direcionar os olhos dos alunos para a presença dos números em várias situações do dia-a-dia, porque, quando vemos uma disciplina com facilidade, é porque o conteúdo se tornou claro. Além disso, a aplicação constante de desafios em grupo à volta da resolução de problemas pode gerar mais organização, desenvolver o espírito de equipa e melhorar o raciocínio lógico.

Implemente oficinas de artesanato

Principalmente entre as crianças, utilizar as artes como forma interdisciplinar do ensino de matemática é essencial para o desenvolvimento cognitivo, porque elas terão contacto com aplicações práticas. Portanto, pode muito bem propor oficinas de artesanato que contenham os mais variados tipos de materiais com o propósito de explorar a criatividade de cada aluno.

Criar objetos lúdicos feitos com massa de modelar, argila, tinta, algodão, caixas de fósforo, elásticos e outros materiais facilita a aprendizagem das crianças em relação à construção de projetos, memorização e noções de espaço. Inclusive, os professores podem também utilizar desenhos para mostrar situações de perspetiva, ilusão de ótica, razão e proporção.

O desenvolvimento de origamis — técnica japonesa que consiste em realizar dobragens com papéis, tecidos e restantes materiais — permite que as crianças tenham uma perceção mais apurada em relação à geometria. Este treino diário facilita a compreensão dos teoremas de Pitágoras e Tales, algo que será recorrente no futuro para conseguir a aprovação num exame.

Oriente os alunos através de jogos

A matemática torna-se numa disciplina difícil para muitos por causa da forma como é dada nos primeiros anos de escola, ou seja, às vezes, os alunos apresentam dificuldades de concentração e isso não é logo identificado. Esta falta de tato por parte de alguns educadores faz com que os jovens tenham um certo receio em relação à matéria, porque o conteúdo não fazia sentido naquela altura.

Sabendo que na primeira infância são explorados alguns aspetos aos quais serão fundamentais na vida adulta, tais como o planeamento e a estratégia, os professores podem explicar os temas propostos no plano curricular através de jogos. Os tabuleiros são matrizes de aprendizagem fantásticas para diversas situações, até mesmo para questões presentes no quotidiano como lidar com dinheiro e tomar decisões difíceis.

Jogos como damas, xadrez, gamão, Monopoly e restantes atividades lúdicas facilitam o ensino da matemática e a melhoria da concentração. Alunos focados desde a infância tornam-se adultos mais responsáveis e cientes do que precisam de fazer no seu dia-a-dia, evitando as armadilhas da mente e a procrastinação.

Utilize a tecnologia a favor

Tendo em consideração que as gerações atuais estão hiperconetadas em diversas redes e tendem a ser mais hiperativas, uma das melhores formas de propor um ensino de matemática de primeira linha é adotar a tecnologia na educação. Esta ferramenta veio para ajudar o processo de aprendizagem, tendo em vista que

incentiva a curiosidade dos jovens e fazem com que a escola esteja atualizada com as tendências.

Perceba que a tecnologia não é uma vilã na sala de aula, mas uma aliada poderosa para reter a atenção dos alunos em relação às matérias e gerar um ensino qualificado para o desenvolvimento de competências matemáticas. Os alunos terão a oportunidade de estar sempre a inovar, assim como a aprender a lidar com a gestão de tempo, a compreender a importância da colaboração em projetos, etc.

Portanto, a escola pode investir em equipamentos que proponham conteúdos relacionados com a robótica, o ensino de linguagens de programação visual, o desenvolvimento de jogos 2D e 3D, entre outros. Além disso, com o apoio na condução das aulas, o corpo docente pode utilizar aplicações matemáticas, tais como o MathYou, iMathematics, MyScript, App PhotoMath e assim por diante.

Por fim, para compreender se o ensino de matemática tem surtido efeito, meça os resultados obtidos e compare o desempenho entre um semestre e outro. Com esta análise de dados consegue perceber quais são as maiores dificuldades e permite que haja feedbacks para que os alunos evoluam gradualmente.