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De que forma a escola pode ajudar o aluno a lidar com o stress anterior aos exames?

Segundo dados do Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (PISA), em média, 56% dos brasileiros ficam muito nervosos ao estudarem para uma prova.

Este resultado só reforça a importância de lidar com um facto: o stress anterior ao exame.

A situação de stress por realizar o Exame Nacional ou qualquer outro exame importante pode ter um impacto bastante significativo na vida dos jovens, porque nesta fase costumam sentir mais cansaço, insónia, desespero e, inclusive, fortes tendências para sintomas depressivos. Para que compreenda o papel da escola nesta situação e consiga aumentar as aprovações nos exames dos seus alunos, apresentamos algumas dicas fundamentais sobre o tema. Boa leitura!

Incentive-os a ter uma vida saudável

Embora não caiba aos professores e gestores fazerem o papel de pais e responsáveis dos alunos, o ato de dar orientações em relação a situações que serão benéficas na vida deles pode muito bem ser aplicado no dia-a-dia escolar. A recomendação para que os estudantes tenham uma alimentação saudável, por exemplo, contribui bastante para o desempenho na altura da prova.

Os jovens têm muita energia acumulada e costumam gastá-la em diversas tarefas. Por isso, é necessário repor esse índice energético com boas doses de nutrientes, para manter o bom funcionamento do corpo. Alimentos como espinafre, banana, abacate, cacau, tomate, sardinha, lentilha, entre outros são essenciais para ajudar o cérebro a realizar as suas funções.

É evidente que, juntamente com a alimentação saudável, é preciso que os estudantes pratiquem atividades físicas com regularidade. Afinal, o exercício físico faz com que os níveis de dopamina, endorfina e serotonina subam ao ponto de gerar bem-estar e satisfação. Assim sendo, organizar palestras sobre a alimentação, desenvolver atividades práticas de aprendizagem, campeonatos entre as turmas e outras ideias podem ajudar neste sentido.

Dê dicas práticas de organização

Um dos grandes problemas das novas gerações é manter o foco numa determinada atividade, porque eles estão com a atenção dispersa em várias coisas ao mesmo tempo e tendem a procrastinar em muitas oportunidades. Encontrar alunos com dificuldades de concentração é algo comum nas salas de aula, mas que pode ser um tormento quando se trata de lidar com a preparação para o exame.

Para minimizar esse défice, a escola pode e deve ensinar formas práticas de os estudantes terem um maior domínio das suas aptidões e possam, consequentemente, focar de forma efetiva no conteúdo. Combater o desvio de atenção é fundamental para que esses jovens desenvolvam uma linha de raciocínio eficaz durante a prova e tenham tranquilidade para realizá-la.

No entanto, para que isso ocorra, vale a pena apresentar ferramentas de produtividade, como os métodos Kanban e Pomodoro, para ajudar a organização de cada aluno em relação à aprendizagem. É preciso que eles compreendam que a aprovação é inerente à determinação de vencer, e as oportunidades não aparecem sozinhas, mas acompanhadas da coragem de mudar as nossas atitudes em prol de um objetivo.

Aplique aulas de revisão e faça simulações Sabendo que é preciso preparar a escola de acordo com os critérios do Currículo Nacional, que tem como princípio o ensino das áreas de conhecimento e o trabalho de competências específicas de cada área, nada melhor do que aplicar as aulas com conteúdos que agreguem valor. O stress anterior ao exame diminui quando o aluno tem o apoio da escola para aprender o que é exigido nos exames.

Nos métodos tradicionais de ensino, uma das maiores dificuldades dos estudantes era compreender como o conteúdo poderia servir na prática nas suas vidas, sendo que não conseguiam distinguir as matérias bem e tinham maus resultados. Não basta apenas enfiar a cara nos livros, mas sim ver as disciplinas de forma fluida para que haja de facto uma aprendizagem.

Definir aulas de revisão entre as turmas de ensino secundário e fazer atividades interdisciplinares são formas de otimizar a rotina de aprendizagem. Assim, o conteúdo ficará mais fresco na cabeça dos alunos. A aplicação de simulações a cada dois meses, por exemplo, consegue reforçar o que foi ensinado na sala de aula e ainda ambientar os jovens para o contexto do exame.

Proponha atividades para descontrair

Por mais que os alunos tenham o objetivo de passar num grande exame para entrarem numa universidade, o ato de se esconder nos livros não será suficiente para que esse sonho se torne realidade. Todas as tarefas que realizamos de forma contínua precisam de uma pausa, porque isso faz com que as sinapses cerebrais trabalhem melhor e assimilemos com mais eficiência o que nos propomos a fazer.

Assim sendo, mesmo que os jovens anseiem desesperadamente pela vaga, existe tempo para tudo, e aprender a ter momentos de descontração é indispensável. Não só para minimizar o stress anterior ao exame, mas para a vida em geral. A pressão acumulada pode desencadear situações psíquicas complexas e fazer com que os alunos, infelizmente, não tenham o desempenho que esperam.

Tendo isto em vista, o papel da escola neste sentido é também oferecer meios para os alunos desligarem um pouco das matérias e se sentirem mais à vontade, para estimular a boa disposição e o sentimento de felicidade. Para isso, vale a pena desenvolver atividades fora da escola, organizar eventos de entretenimento ou até mesmo inserir conteúdos e debates que possam contribuir para a descontração na sala.

Converse com os alunos de forma amigável Entre as competências de um bom professor no século XXI, o ato de comunicar bem é essencial para fazer com que os alunos prestem mais atenção e reconheçam a importância daquele profissional na sua vida escolar. É absolutamente normal que

apresentem medo, ansiedade, angústia e outros sentimentos por causa dos exames, porque muitos encaram essa oportunidade como única nas suas vidas.

É preciso ter boas conversas com os jovens, tendo como propósito acalmá-los e orientá-los em relação aos desafios de ser um universitário. Explicar as responsabilidades que virão no futuro, os objetivos a serem concretizados e os caminhos que podem seguir são exemplos de conversas que a sua escola poderá ter com o aluno.

Uma grande confusão de emoções pode passar pela cabeça de muitos alunos, e resta ao corpo docente e à direção centralizar as ações, para oferecer não só um ensino de qualidade, mas uma mentoria de carreira. Ter uma boa comunicação verbal e não verbal é capaz de transformar a forma como eles encaram o exame. Quando as emoções se acalmam, a aprovação tende a ficar mais próxima.

Para finalizarmos, outro conselho indispensável para que os alunos ultrapassem o stress anterior ao exame é contar com a tecnologia, principalmente relacionada com as novas metodologias de ensino e aplicadas por quem realmente compreende do assunto.

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