Ensino de programação é ou não essencial?

Muito se tem falado recentemente sobre a importância do ensino de programação a crianças e jovens, mas será apenas uma moda passageira ou uma necessidade fundamental para o futuro dos nossos filhos? O ensino de programação é ou não essencial?

“Aprender a escrever programas beneficia a sua mente e ajuda a pensar melhor, cria uma maneira de pensar sobre as coisas que eu acho útil em todos os domínios” – Bill Gates

Por que razão várias personalidades de áreas tecnológicas e não só, têm vindo a alertar para a importância na adoção de novas tecnologias e programação para os mais novos?

Quando fazemos a seleção das atividades extra curriculares para os nossos filhos, temos sempre em mente como os devemos preparar melhor para o futuro. Música, línguas, desporto, atividades individuais ou em equipa, todas elas associadas a um determinado objetivo.

Em estudos recentes, a IDC (International Data Corporation) prevê que em 2019 35% das principais empresas mundiais das áreas de logística, saúde, infraestruturas e serviços, irão explorar e adotar a automatização de processos e uso de robots nas suas operações. Já no relatório “The Future of Jobs” do World Economical Forum, os números são mais assustadores, referindo uma perda superior a 5 milhões de empregos nos 15 países mais desenvolvidos e com economias emergentes, até final de 2020. Este irá ser o preço a pagar pela automatização e rápido avanço da tecnologia. Mas não há que desesperar, há apenas que adaptar.

Adaptarmo-nos e prepararmo-nos para esta nova realidade tecnológica. E é aqui que está a chave para o ensino e preparação dos nossos filhos.

Tal como não se pretende criar matemáticos com o ensino da matemática nas escolas, o ensino da programação não tem como objetivo principal a criação de programadores. Estão inerentes à programação metodologias de trabalho que serão extremamente úteis para este futuro tecnológico. Existem também vários estudos que associam a programação a benefícios não só em disciplinas como a matemática (geometria, operações lógicas, etc), ciências e inglês, mas também na educação digital assim como no desenvolvimento de competências como a criatividade, trabalho em equipa, persistência, entre outras.

João Luís Sousa – Gerente Happy Code Oriente

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